sábado , setembro 21 2019
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EDITORIAL – “Revolução é um mal necessário” karl Max

Hoje quando estava indo para o trabalho, dia de fechar o Alô Impresso, paro no semáforo e observo um aglomerado de professores distribuindo um papel, baixei o vidro e peguei um de uma senhora muito gentil que disse:

– Aqui esta uma “Carta Aberta” a toda população, onde nós os funcionários da educação explicamos o motivo da greve, que vai continuar por tempo INDETERMINADO.

Agradeci a senhora e disse que os apoiava pois minha mãe é professora e sei das dificuldades que essa categoria enfrenta.
Porém observei a receptividade das outras pessoas em seus veículos. Um senhor teve a coragem de jogar a “Carta Aberta” no chão com ar de indignação e pouco caso. Fiquei horrorizada com essa atitude. Afinal temos que ter consciência de que se você não concorda com alguma coisa, no mínimo o que deve fazer é RESPEITAR a luta dos demais.

Mas infelizmente essa é a realidade do nosso Brasil quando se ouvi a palavra greve as pessoas parecem ter um instinto de repulsa, isso claro quando a “luta” não diz respeito a elas.

GREVE? Educação de greve? Mais de novo?
Sim, de novo e de novo e se preciso outra vez. Quem quer vai à luta.

Ser funcionário da educação, é uma responsabilidade ao quadrado afinal é a profissão que da a base de todas as outras. Pois a verdade é que além de ensinar as matérias triviais o professor ensina e participa do desenvolvimento pessoal de cada aluno.
A escola é o primeiro passo para o convívio social de uma criança, longe dos familiares. É quando o indivíduo se vê sozinho no mundo, tendo que aprender a se relacionar com os demais. E quem esta ali com ele neste momento é o professor. Por isso temos que respeitar os educadores e procurar entender suas lutas e necessidades. Se eles estão em greve, algum motivo para essa situação tem. (No site aloestudantil.com.br , se encontra a “Carta Aberta”).

Os jovens de hoje estão acostumados a ter tudo de mão beijada, o que para nossos pais e avôs foi muito diferente. Se hoje temos o conforte que temos é por que eles abriram essas portas. E para se abrir portas é preciso bater e bater e bater até alguém abrir. Temos que aprender com esses exemplos: Se quer algo lute por isso!

Eu editora do Jornal Alô Estudantil quero dizer em nome de toda equipe, que somos a favor e lutamos por um ensino público de qualidade, e para que isso aconteça precisamos valorizar nossos MESTRES e todos os funcionários da educação.
E peço que todos os leitores do Alô Estudantil apõem essa luta que é de TODOS, vamos aprender cobrar dos nossos governantes, afinal educação é direito de todos e um dever do estado.

 

 Pag. 02 /Alô Estudantil, edição 64.

 

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