sábado , agosto 24 2019
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Greve um mal necessário?

A greve, como já dito, não é um modo de solução de conflito e sim uma forma de expressão do próprio conflito. Trata-se de um instrumento de pressão, legitimamente utilizado pelos empregados para a defesa de seus interesses.
(Jorge Luiz Souto Maior).

Estamos saindo de mais uma greve na educação, fato corriqueiro na vida desses profissionais que formam todos os outros profissionais. Mas, os alunos e a sociedade em geral se incomodam com a greve? Seria leviano dizer que não, porém o que se vê é uma apatia em relação á greve, talvez seja porque os próprios alunos não valorizam esses profissionais e a sociedade menos ainda.

E os profissionais da educação se valorizam? Na medida em que saem ás ruas em passeatas, vestindo a bandeira da profissão e gritando para serem ouvidos estão buscando sim uma valorização, o que ocorre é a falta de união em prol de um objetivo comum e sem esse objetivo a greve não alcança seus propósitos e acaba caindo no senso comum, fazendo com que a sociedade não acredite mais no movimento causando essa apatia.

Recentemente tivemos uma onda gigantesca de “protestos” com o slogan dos ínfimos vinte centavos que levaram milhares de pessoas ás ruas em todo país, foi um alvoroço coisa de árabe e palestino, contudo o país convive com manifestações o tempo todo, porque greve também é manifestação e quem foi antes ás ruas foram os profissionais da educação e nunca se viu o efeito dominó em apoio ás greves como se viu pelos vinte centavos. Isso só prova que os que se são atingidos pela greve na verdade não estão nem um pouco preocupados se os trabalhadores em educação estão ou não de greve.

Fazer manifestação e postar fotos nas redes sociais é bonito, apoiar seu professor, a senhora que faz a merenda e a que limpa o banheiro isso nem pensar. Então caros leitores a greve é um mal necessário sim, pois é um meio legitimo á classe, e, sobretudo via para um melhora no tocante a educação no Estado. Em suma pensemos mais nos nossos educadores e que a greve seja uma reposta á violência sofrida aos mesmos, por condições de trabalho que não condizem com a excelência da profissão.

 

Jucélia Rozeira Rocha

Pag. 02 /Alô Estudantil, edição 65

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