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Semana amplia discussão sobre proteção e importância cultural do legado indígena

  Com o intuito de valorizar e refletir sobre a valorização dos povos indígenas em Rondônia, especialmente na região de Ji-Paraná, está em curso a III Semana da Cultura Indígena, uma realização da Fundação Cultural de Ji-Paraná, em parceria com a Universidade Federal de Rondônia (Unir) e o Conselho de Missão entre Povos Indígenas (Comin).

O evento está inserido em uma proposta maior denominada Abril Indígena lançada em nível nacional pela Fundação Nacional do Índio (Funai), que pretende discutir com ênfase neste período os direitos, a proteção e a importância cultural dos povos indígenas para a realidade nacional. “É fundamental pararmos um pouco para refletir sobre as questões culturais que afetam os índios. Questões que não se referem apenas ao entretenimento, mas que são muito mais amplas e exigem uma reflexão social mais aprofundada e comprometida”, explica a presidente da Fundação Cultural, Keila Barbosa da Silva.
Da programação fez parte um dia de discussões, apresentações e debates que ocorreram no Teatro Dominguinhos, durante toda esta terça-feira (7). No período da manhã, representantes de diversas aldeias, discutiram as problemáticas que envolvem as conquistas e direitos dos índios, muitos ameaçados por projetos de lei em andamento no Congresso Nacional. “A defesa dos nossos direitos vai muito além de alguns pontos específicos. Esta nossa luta precisa expandir para toda a sociedade, que precisa reconhecer a importância da pluralidade cultural. Alguns políticos estão mudando e propondo leis que ameaçam nossas conquistas históricas e até nossas terras”, declinou Uruaan Anderson Suruí, coordenador da Organização dos Professores Indígenas de Rondônia e Noroeste de Mato Grosso, um dos coordenadores e palestrantes desta etapa inicial.
À tarde deu-se a abertura oficial da Semana com a presença da professora doutora pelo Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social do Museu Nacional, Aparecida Vilaça, com vasta experiência científica em etnologia indígena. A pesquisadora, que veio exclusivamente do Rio de Janeiro para esta ocasião, ministrou palestra sobre as três décadas de experiência de trabalhos desenvolvidos junto aos índios Wari (Pakaa Nova), de Rondônia. Também falaram à platéia presente, Iran Kav Sona Gavião, a respeito das festividades tradicionais do povo Ikólóéhj Gavião e o cacique da Aldeia Pajgap, Pedro Agamenon Arara, sobre os conhecimentos indígenas e reflexões antropológicas registradas em livro escrito na sua língua nativa.
O evento foi finalizado com o lançamento da cartilha Cultura Viva do Povo Ikólóéhj Gavião, elaborado pelo Comin, que está sendo oferecida às escolas estaduais e municipais, em atendimento à Lei 11.645/2008, que orienta as escolas públicas e privadas a trabalhar com seus alunos o estudo da história e cultura afro-brasileira e indígena.
Da Semana ainda faz parte uma exposição fotográfica e de artefatos indígenas, que acontece no Museu das Comunicações, no Primeiro Distrito e vai se estender até o dia 19 deste mês.

Fonte: assessoria

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