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Texto Literário: Carlos Drummond de Andrade

Carlos drummond

 No nosso espaço literário dessa edição o convidado é Carlos Drumonnd de Andrade.

Carlos Drummond de Andrade nasceu em Itabira do Mato Dentro – MG, em 31 de outubro de 1902. Estudou na cidade de Belo Horizonte e com os jesuítas no Colégio Anchieta de Nova Friburgo RJ, de onde foi expulso por “insubordinação mental”. Começou a carreira de escritor como colaborador do Diário de Minas, que aglutinava os adeptos locais do incipiente movimento modernista mineiro.

Fundou “A Revista” para divulgar o Modernismo no Brasil. Estreou na literatura em 1930, com “Alguma poesia”. A obra de Drummond num primeiro momento, sem se deixar envolver, trás temas do cotidiano, da família, do isolamento, da monotonia entediante das coisas e do viver, expressos numa linguagem coloquial plena de ironia seca, sarcasmo e humor desencantado, onde sentimento e emoção são refreados.

No segundo momento, sem se distanciar, deixa-se envolver pela realidade à sua volta e canta à impotência e a solidão em um mundo mecânico, frio e político. Finalmente, o poeta busca o real, através de interrogações e negações que lhe revelam o vazio, o nada e o desencanto que sempre acompanham o homem.

Da poesia metafísica de Claro Enigma, desse período, Drummond passa à poesia objeto de Lição de Coisas que, ao enfatizar a linguagem nominal e os aspectos visuais e sonoros, valoriza objetos e coisas, violando e desintegrando a palavra.
Carlos Drummond é apontado como o maior poeta brasileiro do século XX. Além de poesia escreveu contos, crônicas e uma novela. Sua obra traduz a visão de um individualista comprometido com a realidade social. É um dos poetas brasileiros que conquistou admiração irrestrita, tanto pela obra quanto pela retidão de seu comportamento.

Levantamento feito pelo G1 com base em todas as provas do Enem aplicadas pelo MEC, desde 1998, mostra que a prosa e a poesia de Drummond serviram de base para 16 questões. A poesia de Carlos Drummond a parte da dialética “eu x mundo”, desdobrando-se em três atitudes:

Eu maior que o mundo — marcado pela poesia irônica
Eu menor que o mundo — marcado pela poesia social
Eu igual ao mundo — abrange a poesia metafísica

Carlos Drummond de Andrade morreu no Rio de Janeiro em 17 de agosto de 1987.

 

Pag. 03 /Alô Estudantil, edição 65.

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